Sessão da Câmara: Carnaval de Campinas e seus problemas

Sessão da Câmara: Carnaval de Campinas e seus problemas

Subo na Tribuna hoje pela primeira vez ano, e começo a desejando um bom ano a todos. Gostaria de começar falando de um tema que vem causando uma grande polêmica. Trata-se do Carnaval de Barão Geraldo. Os blocos se organizaram, produziram uma nota pública e que será lida nesta espaço.

Também informo que entreguei uma cópia desta nota para cada um dos vereadores. Quero ressaltar que vivenciamos uma situação extremada. Tomar um todo por ações de uma parte, que, inclusive é rechaçada pelos blocos, é discriminatório.

Só vejo que esta ação alimenta uma agenda conservadora e que vem pautando a cidade, o Estado e o país nos últimos anos. Espero que os vereadores daqui trabalhem para que essa manifestação, rica e histórica, aconteça da forma bonita de sempre.

Confira a nota:

NOTA PÚBLICA
Os blocos de carnaval de Barão Geraldo, distrito da cidade de Campinas-SP, tornam públicas suas ações e intenções que, há 17 anos, vêm motivando a realização de atividades culturais de rua, livres e sem fins lucrativos, durante o carnaval no distrito.

Depois da criação de sambódromos, cordões de isolamento e venda de abadás, o CARNAVAL DE BLOCOS DE RUA, SEM FINS COMERCIAIS, representa a MANIFESTAÇÃO PÚBLICA DA CULTURA POPULAR, reconhecida mundialmente e realizada em diversas datas do ano, que ocorre livre e aberta para quem puder e quiser participar. Em Barão Geraldo, durante essa manifestação convivem a diversidade da marchinha de carnaval, do samba, do pagode, do maracatu, do flautim pifado, da caixa do divino e do funk!!! Nesse convívio, há espaço para os momentos em família, para o divertimento das crianças e quase crianças durante a tarde, a noite e a madrugada afora, afinal… é CARNAVAL, um momento de alegria, descontração e diversão COM MUITA PAZ e AMOR.

Os blocos se preocupam em respeitar o espaço do outro, e dialogam de modo amplo e permanente com os demais moradores e comerciantes, para juntos preservarem este PATRIMÔNIO IMATERIAL e garantirem um carnaval alegre e pacífico.

Apesar dos os blocos realizarem o carnaval de rua há 17 anos consecutivos, recentemente, o poder público, reconhecendo a importância e a tradição dessa manifestação cultural, começou a atuar através da estrutura mínima, porém importantíssima: segurança, atendimento médico, contenção do trânsito e bloqueio de ruas e limpeza do espaço público.

No entanto, de forma unilateral, no início de 2016, a Prefeitura Municipal optou por não apoiar os blocos de carnaval, contrariando as declarações oficiais feitas por seus representantes no final do ano anterior. Mais do que isso, optou por cobrar junto aos blocos um Alvará. Tal cobrança não é adequada a Blocos Carnavalescos, já que estes se tratam de manifestações culturais espontâneas, sem fins lucrativos, gratuitas e realizadas em espaço público e aberto.

Por estes motivos, OS BLOCOS CARNAVALESCOS DE BARÃO GERALDO relembram os direitos constitucionalmente dispostos nos incisos IX, XV e XVI do artigo 5º, e pontuam a seguri seu posicionamento sobre a realização do carnaval 2016:

Exercendo o direito fundamental, garantido na constituição artigo 5˚, de uso e ocupação das ruas com manifestações culturais livres, gratuitas e democráticas, os blocos carnavalescos realizam há 17 anos seus desfiles e manifestações coletivas, e manterão suas atividades como sempre fizeram dentro da conformidade da lei.
Os trajetos são organizados de forma coletiva, de acordo com os critérios que julgam mais adequados para a comunidade onde se inserem; entretanto, já foram alterados muitas vezes buscando atender às necessidades de todos: foliões, moradores e comerciantes.
Conforme obriga a constituição, os blocos, buscando garantir a limpeza das ruas, controle de tráfego e segurança da comunidade, atuam de forma organizada e, anualmente, comunicam previamente e em tempo hábil todos os órgãos responsáveis sobre suas atividades, horários e trajetos. Para o carnaval deste ano o encaminhamento das informações foi realizado para a Secretaria de Cultura no mês de novembro de 2015.
Os blocos e grupos culturais envolvidos em atividades artísticas durante o carnaval, em função do crescimento de participantes, entendem a necessidade de realização de adequações. Por princípio essas adequações devem ser realizadas a partir do diálogo entre os grupos culturais, poder público e sociedade civil, não cabendo, portanto, quaisquer ações repressivas ou que gerem algum tipo de exclusão e/ou segregação.
Os blocos são contra qualquer ato de vandalismo, violência e repressão, seja ele por parte do poder público ou foliões e defende um carnaval livre e pacífico.
Os blocos e seus integrantes não podem ser responsabilizados por quaisquer danos causados por ações oportunistas provocadas por pessoas alheias a estes que desrespeitem a lei durante sua manifestação cultural.
Todos os coletivos envolvidos com o carnaval têm interesse em um diálogo amplo e permanente com os demais moradores e comerciantes, para que juntos possam garantir um carnaval alegre e pacífico. Esse diálogo, foi iniciado no ano de 2015, foi iniciado entre Grupos Culturais, Blocos, Secretaria de Cultura, Polícia Militar, Guarda Municipal, Polícia Civil, EMDEC, SETEC e representantes dos comerciantes do distrito junto ao Conseg (Conselho de Segurança). Porém, após uma primeira conversa e avaliação do carnaval, tal diálogo foi interrompido, chegando aos blocos, posteriormente, a exigência de Alvará, documento esse baseado na lei 11749 de 2003 que não se aplica às atividades artístico-culturais realizadas na rua gratuitamente e sem fins lucrativos pelos Blocos de Carnaval de Barão Geraldo.
A partir disso, informamos à população que realizamos todos os procedimentos legais e, apesar de termos encaminhado todos os documentos à Secretaria de Cultura no mês de novembro de 2015, os representantes desta secretaria não deram a eles os devidos encaminhamentos e a subprefeitura deste distrito manteve-se omissa ao longo de todas as tentativas de diálogo.

Desse modo, efetuamos novo protocolo dos documentos necessários para a realização das atividades de carnaval em todos os órgãos legais, deixando assim claro o nosso desejo de cumprir com nossas responsabilidades e exigências legais.

Diante dos últimos acontecimentos relacionados à ação da Polícia Militar e da Guarda Municipal no City Banda e da Polícia Militar nas cidades próximas à Campinas, reafirmamos nossas garantias constitucionais e o direito à livre expressão artística, na compreensão de que o Carnaval representa um momento lúdico, artístico, descontraído e, acima de tudo, pacífico. Chamamos então as autoridades de segurança para que atuem no sentido de garantir tais direitos e a preservar tais manifestações culturais para a construção do tradicional carnaval pacífico, em conformidade com a lei e a democracia. Cobramos por fim um posicionamento sólido do poder público, da prefeitura e da sub-prefeitura de Barão Geraldo no sentido de defender e auxiliar naquilo que lhe couber o carnaval da cidade de Campinas. Vamos sair às ruas para brincar e celebrar uma das mais tradicionais manifestações culturais do país.
Assinam esta Nota:

Berra Vaca, Caixeirosas, Cupinzeiro, Flautins, JegueGerso, Sonhos Havaianos, União Altaneira, Zé Coquinho e foliões, moradores do distrito que organizam a Roda de Samba.

Pedro Tourinho - Logotipo preto e branco

 

Secretaria de Cultura vai cortar verba do Hip Hop

Secretaria de Cultura vai cortar verba do Hip Hop

O Jornal Metro publicou em sua edição de hoje (02/02) que a Secretaria de Cultura vai cortar o apoio financeiros a eventos ligados ao Hip Hop na cidade de Campinas.

O Hip Hop é um movimento cultural historicamente ligado aos movimentos sociais e às lutas da periferia. Suas letras, dança e arte visual retratam esta realidade, constituindo um importante instrumento de expressão e luta popular.

Com esta ação, a Secretaria de Cultura mostra um posicionamento cada vez mais próximo da agenda conservadora que assola este país, e que está sendo difundida em todos os setores.

Espero que o secretário de Cultura, Ney Carrasco, se pronuncie e reveja este posicionamento. Não aceitaremos a criminalização e o reforço a preconceitos contra o Hip Hop.

Pedro Tourinho - Logotipo preto e branco

Pedro Tourinho participa da premiação do evento “Destaques do Axé” em Campinas

Destaques do Axé

O vereador Pedro Tourinho (PT) participou, na tarde desta terça-feira (08/12) da mesa do evento 1º Destaques do Axé, promovido pelo Pai Francisco de Oya e que tem como objetivo homenagear pessoas com responsabilidade e importante trabalho com as Comunidades Tradicionais de Matriz Africana.

Pai Francisco de Oya homenageou Mãe Dango: Nengua Nkisi Dango D’Hangolo – Inzo Musambu Hongolo Menha; Donê Mãe Eleonoura – Ilê Asé Omo Oyá Bagan Odé Ibô; Pai Gita: Odé Gítalanguange – Ilê Asé Arolê; Pai Odési: Babá Odési I – Efón e Mãe Maria Yalaorixá Nininha de Ogum Megê – Tenda Espírita Caboclo Rompe Mato e Cabocla Jurema.

Todos estes foram reconhecidos pelo projeto Destaques do Axé, pelo seu profissionalismo. pela sua retidão e entrega, junto à religião de matrizes africanas. O vereador Pedro Tourinho homenageou Pai Francisco de Oya pela criação e fundação do projeto Destaques do Axé, junto à religião de matrizes africanas.

O evento aconteceu na Casa de Cultura Tainã, e reuniu cerca de 100 convidados, entre homenageados e público que foi prestigiar a entrega das homenagens.

 

Pedro Tourinho - Destaques do Axé

Plenário da Câmara de Campinas é palco para show de Hip Hop

O vereador Pedro Tourinho promoveu o lançamento do livro “Hip Hop no Brasil”, organizado por Nina Fideles e publicado pela Revista Caros Amigos, ocorrido na noite de ontem. Além disso, rapper, compositor e poeta Crônica Mendes realizou uma pequena apresentação no final do evento.

Com matérias dos repórteres Igor Carvalho, José Eduardo Bernardes, Nina Fideles e Sâmia Teixeira, o livro ainda traz ilustrações de Alexandre de Maio. Colocando em pauta todos os elementos RAP, Breaking, Grafite e Consciência, para elaboração do livro os repórteres fizeram uma ampla e precisa pesquisa, entrevistando diversas personalidades que ajudaram a construir a história da nossa cultura.

“Foram intensos trabalhos para documentar esse história que ocorre no Brasil todo, e não só em São Paulo como muitos pensam. Um trabalho lindo que vai estar em bibliotecas públicas”.

Com mais de cem páginas, esta obra que retrata a chegada do Hip Hop ao país, tem uma tiragem limitada de 1.000 exemplares, que serão distribuídos gratuitamente para bibliotecas públicas.

O SHOW
Crônica multiplica seu tempo entre os palcos, suas composições e participações com diversos artistas e a literatura. Escreve poesias, contos e pensamentos sobre a música, as pessoas e o mundo, que são publicados em seu blog particular, dentre outros sites.

Crônica veio acompanhado de DJ Buiu Silveira e do guitarrista Diego Silva.